Dias atrás, em minha ida para a FIAM 2011, estive numa curta caminhada pela floresta Amazônica. Sabiamente resolvio não me aventurar no desconhecido sozinho e, para isso, um guia foi necessário. Depois de longa jornada de caminhos entre árvores (muitas centenárias) resolvi parar numa dessas esplendorosas maravilhas naturais.
Um samaúma! Para a minha surpresa, uma árevore nos seus 40 metros de altura, resolvi fazer toda e qualquer pergunta que caberia ao guia, desde do para que servia até o que se podia fazer com ela. Das melhores e mais intrigantes respostas: dá para se comunicar!!! Por ela ser oca por dentro, uma tora batida nela se pode retumbar num grave som pela floresta. Um código morse.
Soube daí que haviam várias "línguas" de código morse entre as etnias e a comunicação fluiria há centenas de metros passando informações como estranhos no território ou que a caçada obteve sucesso. http://www.youtube.com/rodrigobolton#p/u/2/haXsPOwU-W4
O intrigante é o sistema organizado de postos de comunicação, onde o indivíduo - tal qual um farol nos mais altos picos - montavam turnos para se comunicarem. Portanto saber se na rota havia outra samauma por perto era fundamental; e ter pessoas a postos também.
Em minha caminhada rumo floresta adentro mais curiosidades surgiram e mais histórias deverão ser postadas, uma reflexão do que se experimenta em um local inexplorado e fora do alcance mobiliário e extrativista.
Cada pessoa tem uma vivência e muito a compartilhar. Gostos fazem parte das escolhas, fundamentais para que possamos viver. Este blog tem como princípio compartilhar estas experiências, estas escolhas, estes gostos! E, claro, imortalizar um momento importante na vida de cada pessoa.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
domingo, 31 de julho de 2011
O que pensar da concorrência?
Existe uma concorrência leal, no qual há um ganha-ganha, onde se agrega negócios, no qual o aumento da demanda faz com que os recursos naturais sejam potencializados, preservando o trabalho digno e o preço justo (fair trade). Contudo, vários empresários, ao copiar um modelo de sucesso - e não inovar, criar, inventar - dissipa os esforços e ações.
Associações e cooperativas, por exemplo, são organizações de ganha-ganha. Um conglomerado de artesões que fazem a mesma coisa num mesmo espaço, brigam pelo preço e, claro, pela má qualidade. Incentiva a concorrência desleal e o desleixo. Quem ganha com isso? Ninguém: o consumidor adquire uma peça de má qualidade, os artesões não lucram e ficam sem dinheiro para investir, a natureza ficam com extrativismo predatório e não tem tempo para se regenerar.
A concorrência leal busca sempre diferenciação. Atende todos os gostos, inova. O artista é valorizado, especializa-se, transforma e evolui pois dá tempo para isso. Engana-se a pessoa que acredita que ter concorrentes no mesmo local faz bem pois gera concorrência. De duas uma: o gera um oligopólio e uma "falsa concorrência", ou gera um monopólio, onde geralmente o mais "forte" usurpa e age de forma negativa. É um perde-perde. Para isso existe o "fair trade", o preço justo, o diferencial.
O que podemos prever num mundo de recursos naturais cada vez mais escassos, uma população que cresce a cada dia? Desigualdade social. O que pensar da concorrência? é Investir, é inovar, é aperfeiçoar, é influir positivamente na sociedade. Nunca o oligopólio ou o monopólio.
Associações e cooperativas, por exemplo, são organizações de ganha-ganha. Um conglomerado de artesões que fazem a mesma coisa num mesmo espaço, brigam pelo preço e, claro, pela má qualidade. Incentiva a concorrência desleal e o desleixo. Quem ganha com isso? Ninguém: o consumidor adquire uma peça de má qualidade, os artesões não lucram e ficam sem dinheiro para investir, a natureza ficam com extrativismo predatório e não tem tempo para se regenerar.
A concorrência leal busca sempre diferenciação. Atende todos os gostos, inova. O artista é valorizado, especializa-se, transforma e evolui pois dá tempo para isso. Engana-se a pessoa que acredita que ter concorrentes no mesmo local faz bem pois gera concorrência. De duas uma: o gera um oligopólio e uma "falsa concorrência", ou gera um monopólio, onde geralmente o mais "forte" usurpa e age de forma negativa. É um perde-perde. Para isso existe o "fair trade", o preço justo, o diferencial.
O que podemos prever num mundo de recursos naturais cada vez mais escassos, uma população que cresce a cada dia? Desigualdade social. O que pensar da concorrência? é Investir, é inovar, é aperfeiçoar, é influir positivamente na sociedade. Nunca o oligopólio ou o monopólio.
A Arte do "Feito a Mão"
Aperfeiçoar sempre. O acabamento é tudo; transforma os produtos brutos em obras de arte que ultrapassam as fronteiras, divulgam os biomas brasileiros - Cerrado, Caatinga, Amazônia, Mata Atlântica e Pantanal -, mostra a sociedade a importância de se ter políticas eficazes para o extrativismo, e demonstram que as pessoas fazem parte do ecosistema.
Assim, as peças feitas a mão, de extrativismo sustentável, são de suma importância para a vida das pessoas. Muitos consumidores já conhecem os produtos mas o conceito dos produtos da sociobiodiversidade ainda é pouco explorado, inclusie pela mídia.
Incentivar o consumo consciente é uma alternativa de preservação, no qual a sociedade busca peças artesanais cujos artistas:
Se de um lado o Brasil e sua sociobiodiversidade impulsiona negócios e promove a manutenção e a valorização de seus biomas, por outro lado as práticas e saberes asseguram direitos decorrentes, gera renda e promove a melhoria de qualidade de vida do brasileiro local, enraizado em sua cultura e tradição, em seu tempo e espaço.
Somente assim se podee afirmar que uma peça nunca é igual a outra, que a arte não se molda mas se aperfeiçoa, que a riqueza cultural está inserida nela e que de fato preserva-se o meio ambiente.
A arte do "feito a mão" nunca ficou tão evidente. Nunca foi tão essencial para nossa sobrevivência assim!
Assim, as peças feitas a mão, de extrativismo sustentável, são de suma importância para a vida das pessoas. Muitos consumidores já conhecem os produtos mas o conceito dos produtos da sociobiodiversidade ainda é pouco explorado, inclusie pela mídia.
Incentivar o consumo consciente é uma alternativa de preservação, no qual a sociedade busca peças artesanais cujos artistas:
- preocupam-se com o controle da utilização dos recursos de biodiversidade,
- conhecem as populações que vivem desses recursos.
Se de um lado o Brasil e sua sociobiodiversidade impulsiona negócios e promove a manutenção e a valorização de seus biomas, por outro lado as práticas e saberes asseguram direitos decorrentes, gera renda e promove a melhoria de qualidade de vida do brasileiro local, enraizado em sua cultura e tradição, em seu tempo e espaço.
Somente assim se podee afirmar que uma peça nunca é igual a outra, que a arte não se molda mas se aperfeiçoa, que a riqueza cultural está inserida nela e que de fato preserva-se o meio ambiente.
A arte do "feito a mão" nunca ficou tão evidente. Nunca foi tão essencial para nossa sobrevivência assim!
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Há o que se orgulhar quando ouvimos boas novas
Em plenas dunas tupiniquins, há o que se orgulhar quando ouvimos boas novas! Às vezes pensamos ser únicos, ser a exceção da massa que pensa, vive e ouve coisas fúteis! Não há o que se espantar! somos bombardeados pelo pouco de cultura que resta nas grandes mídias, tramam valores diferentes, simplemente consumista e egocentrista, puro prazer!
Os valores se vão tal qual as areias no vento. Impressiona como o efeito manada turva nossa visão e nos tornamos "os de fora".
Mas, vejam. Encontramos um singelo caminhante com sua carruagem e sua "espada"; transforma a dúvida numa sublime certeza de que há pessoas que ainda vivem nos valores e não nas futilidades. Confortante saber isso e ter certeza que a arte, o saber fazer, não será tragado pelas areias!
Meu longinquo amigo. Continue "tocando" por essas bandas a música de valores e sabedorias que transpassam a comunicação em massa e vibram com o vento, eternizando o clamor da verdade!
Os valores se vão tal qual as areias no vento. Impressiona como o efeito manada turva nossa visão e nos tornamos "os de fora".
Mas, vejam. Encontramos um singelo caminhante com sua carruagem e sua "espada"; transforma a dúvida numa sublime certeza de que há pessoas que ainda vivem nos valores e não nas futilidades. Confortante saber isso e ter certeza que a arte, o saber fazer, não será tragado pelas areias!
Meu longinquo amigo. Continue "tocando" por essas bandas a música de valores e sabedorias que transpassam a comunicação em massa e vibram com o vento, eternizando o clamor da verdade!
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