Existe uma concorrência leal, no qual há um ganha-ganha, onde se agrega negócios, no qual o aumento da demanda faz com que os recursos naturais sejam potencializados, preservando o trabalho digno e o preço justo (fair trade). Contudo, vários empresários, ao copiar um modelo de sucesso - e não inovar, criar, inventar - dissipa os esforços e ações.
Associações e cooperativas, por exemplo, são organizações de ganha-ganha. Um conglomerado de artesões que fazem a mesma coisa num mesmo espaço, brigam pelo preço e, claro, pela má qualidade. Incentiva a concorrência desleal e o desleixo. Quem ganha com isso? Ninguém: o consumidor adquire uma peça de má qualidade, os artesões não lucram e ficam sem dinheiro para investir, a natureza ficam com extrativismo predatório e não tem tempo para se regenerar.
A concorrência leal busca sempre diferenciação. Atende todos os gostos, inova. O artista é valorizado, especializa-se, transforma e evolui pois dá tempo para isso. Engana-se a pessoa que acredita que ter concorrentes no mesmo local faz bem pois gera concorrência. De duas uma: o gera um oligopólio e uma "falsa concorrência", ou gera um monopólio, onde geralmente o mais "forte" usurpa e age de forma negativa. É um perde-perde. Para isso existe o "fair trade", o preço justo, o diferencial.
O que podemos prever num mundo de recursos naturais cada vez mais escassos, uma população que cresce a cada dia? Desigualdade social. O que pensar da concorrência? é Investir, é inovar, é aperfeiçoar, é influir positivamente na sociedade. Nunca o oligopólio ou o monopólio.
Cada pessoa tem uma vivência e muito a compartilhar. Gostos fazem parte das escolhas, fundamentais para que possamos viver. Este blog tem como princípio compartilhar estas experiências, estas escolhas, estes gostos! E, claro, imortalizar um momento importante na vida de cada pessoa.
domingo, 31 de julho de 2011
A Arte do "Feito a Mão"
Aperfeiçoar sempre. O acabamento é tudo; transforma os produtos brutos em obras de arte que ultrapassam as fronteiras, divulgam os biomas brasileiros - Cerrado, Caatinga, Amazônia, Mata Atlântica e Pantanal -, mostra a sociedade a importância de se ter políticas eficazes para o extrativismo, e demonstram que as pessoas fazem parte do ecosistema.
Assim, as peças feitas a mão, de extrativismo sustentável, são de suma importância para a vida das pessoas. Muitos consumidores já conhecem os produtos mas o conceito dos produtos da sociobiodiversidade ainda é pouco explorado, inclusie pela mídia.
Incentivar o consumo consciente é uma alternativa de preservação, no qual a sociedade busca peças artesanais cujos artistas:
Se de um lado o Brasil e sua sociobiodiversidade impulsiona negócios e promove a manutenção e a valorização de seus biomas, por outro lado as práticas e saberes asseguram direitos decorrentes, gera renda e promove a melhoria de qualidade de vida do brasileiro local, enraizado em sua cultura e tradição, em seu tempo e espaço.
Somente assim se podee afirmar que uma peça nunca é igual a outra, que a arte não se molda mas se aperfeiçoa, que a riqueza cultural está inserida nela e que de fato preserva-se o meio ambiente.
A arte do "feito a mão" nunca ficou tão evidente. Nunca foi tão essencial para nossa sobrevivência assim!
Assim, as peças feitas a mão, de extrativismo sustentável, são de suma importância para a vida das pessoas. Muitos consumidores já conhecem os produtos mas o conceito dos produtos da sociobiodiversidade ainda é pouco explorado, inclusie pela mídia.
Incentivar o consumo consciente é uma alternativa de preservação, no qual a sociedade busca peças artesanais cujos artistas:
- preocupam-se com o controle da utilização dos recursos de biodiversidade,
- conhecem as populações que vivem desses recursos.
Se de um lado o Brasil e sua sociobiodiversidade impulsiona negócios e promove a manutenção e a valorização de seus biomas, por outro lado as práticas e saberes asseguram direitos decorrentes, gera renda e promove a melhoria de qualidade de vida do brasileiro local, enraizado em sua cultura e tradição, em seu tempo e espaço.
Somente assim se podee afirmar que uma peça nunca é igual a outra, que a arte não se molda mas se aperfeiçoa, que a riqueza cultural está inserida nela e que de fato preserva-se o meio ambiente.
A arte do "feito a mão" nunca ficou tão evidente. Nunca foi tão essencial para nossa sobrevivência assim!
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