quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Comunicação na floresta

Dias atrás, em minha ida para a FIAM 2011, estive numa curta caminhada pela floresta Amazônica. Sabiamente resolvio não me aventurar no desconhecido sozinho e, para isso, um guia foi necessário. Depois de longa jornada de caminhos entre árvores (muitas centenárias) resolvi parar numa dessas esplendorosas maravilhas naturais.

Um samaúma! Para a minha surpresa, uma árevore nos seus 40 metros de altura, resolvi fazer toda e qualquer pergunta que caberia ao guia, desde do para que servia até o que se podia fazer com ela. Das melhores e mais intrigantes respostas: dá para se comunicar!!! Por ela ser oca por dentro, uma tora batida nela se pode retumbar num grave som pela floresta. Um código morse.

Soube daí que haviam várias "línguas" de código morse entre as etnias e a comunicação fluiria há centenas de metros passando informações como estranhos no território ou que a caçada obteve sucesso. http://www.youtube.com/rodrigobolton#p/u/2/haXsPOwU-W4

O intrigante é o sistema organizado de postos de comunicação, onde o indivíduo - tal qual um farol nos mais altos picos - montavam turnos para se comunicarem. Portanto saber se na rota havia outra samauma por perto era fundamental; e ter pessoas a postos também.

Em minha caminhada rumo floresta adentro mais curiosidades surgiram e mais histórias deverão ser postadas, uma reflexão do que se experimenta em um local inexplorado e fora do alcance mobiliário e extrativista.

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